Anthony Knivet (c. 1560 — c. 1649)]foi um aventureiro inglês que esteve no Brasil Colonial acompanhado por piratas, tendo sido abandonado no país, entre índios e colonos. Knivet deixou um relato escrito sobre sua viagem.
Knivet acompanhou o corsário Thomas Cavendish em sua segunda viagem à América (1591), em plena guerra entre Inglaterra e Espanha. Com isso, participou do ataque à vila de São Vicente e, após uma viagem trágica ao Rio da Prata, foi capturado pelos portugueses.[2] Fez três tentativas de fuga, e em uma delas chegou a Angola, de onde Salvador Correia de Sá, (governador geral do Brasil) mandouo resgatar. Nas outras fugas, teria vivido longos meses entre os tupinambás, aprendendo sua língua. Foi um dos poucos a considerar desfavoravelmente o comportamento dos europeus na América, incitando os índios a reagirem contra os portugueses que, segundo ele, era "gente capaz de crueldade sanguinária". Foi levado a Lisboa, em 1599 pela família de Salvador Correia de Sá, onde viveria como seu escudeiro. No seu relato é, pela primeira vez, mencionado o vilarejo de Paraty, no Rio de Janeiro, em 1597. Foi provavelmente a primeira pessoa nas Américas a se utlizar de escafandro. Era um...
Cristóvão (2002: 35) considera a Literatura de Viagens como um subgênero
ResponderExcluirliterário, no sentido de esta ser uma modalidade, interdisciplinar, do gênero
narrativo, que ele assim conceitua:
Por Literatura de Viagens entendemos o subgênero literário que se
mantém vivo do século XV ao final do século XIX, cujos textos, de
carácter compósito, entrecruzam Literatura com História e
Antropologia, indo buscar à viagem real ou imaginária (por mar, terra e
ar) temas, motivos e formas.
E não só à viagem enquanto deslocação, percurso mais ou menos longo,
também ao que, por ocasião da viagem pareceu digno de registro: a
descrição da terra, fauna, flora, minerais, usos, costumes, crenças e
formas de organização dos povos, comércio, organização militar,
ciências e artes, bem como os seus enquadramentos antropológicos,
históricos e sociais, segundo uma mentalidade predominantemente
renascentista, moderna e cristã....artigo “Para uma Teoria da Literatura de Viagens”, de Fernando Cristóvão (2002).