Este Blog faz parte do Projeto "Mapas Mentais e Imaginários" que através da arte procura resgatar o olhar das pessoas para o Patrimônio das cidades,principalmente o Patrimônio Humano.
Fronteiras....entre o presente ,o passado e o que esta por vir
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"AO CHEGAR A UMA NOVA CIDADE, O VIAJANTE REENCONTRA UM PASSADO QUE NÃO LEMBRAVA EXISTIR;A SURPRESA DAQUILO QUE VOCE DEIXOU DE SER OU DEIXOU DE POSSUIR REVELA-SE NOS LUGARES ESTRANHO,NÃO NOS LUGARES CONHECIDOS" ITALO CALVINO
Knivet acompanhou o corsário Thomas Cavendish em sua segunda viagem à América (1591), em plena guerra entre Inglaterra e Espanha. Com isso, participou do ataque à vila de São Vicente e, após uma viagem trágica ao Rio da Prata, foi capturado pelos portugueses.[2] Fez três tentativas de fuga, e em uma delas chegou a Angola, de onde Salvador Correia de Sá, (governador geral do Brasil) mandouo resgatar. Nas outras fugas, teria vivido longos meses entre os tupinambás, aprendendo sua língua. Foi um dos poucos a considerar desfavoravelmente o comportamento dos europeus na América, incitando os índios a reagirem contra os portugueses que, segundo ele, era "gente capaz de crueldade sanguinária". Foi levado a Lisboa, em 1599 pela família de Salvador Correia de Sá, onde viveria como seu escudeiro. No seu relato é, pela primeira vez, mencionado o vilarejo de Paraty, no Rio de Janeiro, em 1597. Foi provavelmente a primeira pessoa nas Américas a se utlizar de escafandro. Era um...
Grande é a diferença entre o turista e o viajante. O primeiro é uma criatura feliz, que parte por este mundo com a sua máquina fotográfica a tiracolo, o guia no bolso, um sucinto vocabulário entre os dentes: seu destino é caminhar pela superfície das coisas, como do mundo, com a curiosidade suficiente para passar de um ponto a outro, olhando o que lhe apontam, comprando o que lhe agrada, expedindo muitos postais, tudo com uma agradável fluidez, sem apego nem compromisso, uma vez que já sabe, por experiência, que há sempre uma paisagem por detrás da outra, e o dia seguinte lhe dará tantas surpresas quanto a véspera. O viajante é criatura menos feliz, de movimentos mais vagarosos, todo enredado em afetos, querendo morar em cada coisa, descer à origem de tudo, amar loucamente cada aspecto do caminho, desde as pedras mais toscas às mais sublimadas almas do passado, do presente e até do futuro – um futuro que ele nem conhecerá. O turista murmura como pode o idioma ...
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