Em numerosas culturas, a ideia de viagem traz embutida a premissa do amadurecimento psíquico

O filósofo e poeta sufi Ibn al-Arabi (1164-1240), um
dos mais prolíficos escritores místicos do período medieval e
também um calejado viajante, em sua obra Kitâb al-isfâr (O Livro
das revelações sobre os efeitos do viajar) aborda a questão de
um modo tal que mistura os aspectos geográfico e espiritual. “A
origem da existência é movimento”, reflete. “Nela, a imobilidade
não tem lugar, porque se a existência fosse imóvel ela voltaria à
sua fonte, que é o Vazio. Eis porque a viagem nunca para, seja
neste mundo ou no que virá depois.”

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